segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

- Frágil demais

Deveria ser proibido, mãos que não alcançam um pedaço de argila e um punhado de água pra amolecer a dureza que têm as ausências, as carências, o concreto de alguns corações.

eu andei pensando sobre o barro, sobre o amor, sobre vestidos que viram saias e saias que viram blusas. eu andei pensando que, às vezes, a gente gostaria de enfiar a pessoa que a gente ama dentro daquela gaveta arrumada pra só saber dela quando abrisse o guarda-roupa no auge da vontade de se enfeitar de sentimento. andei pensando nesse coração de argila que se molda de artérias entupidas pelo amor.

(ainda é preciso esperar que seque rápido e torcer para que não tenha sido feito frágil demais.)

2 comentários:

Jotta disse...

Meu querido artesão...
Vc molda seus textos de acordo com que a vida tem moldado vc.
E isso é claro, dá um Vitalismo (do mestre Vitalino)que acaba em obra!
Caraca, isso me deu uma saudade de caruaru.

bços

jacqueline disse...

Simplesmente perfeito..........